Uma autoridade alemã afirmou, neste sábado (25), que o governo atribui à Rússia os ataques de "phishing" dirigidos contra legisladores e altos funcionários da administração por meio do aplicativo de mensagens Signal.
"O governo federal parte do princípio de que a campanha de 'phishing' dirigida contra o serviço de mensagens Signal foi supostamente lançada a partir da Rússia", comentou uma fonte do governo à AFP.
A mesma fonte indicou que a campanha de 'phishing' havia sido contida.
Na sexta-feira (24), promotores alemães abriram uma investigação por suspeita de espionagem, no âmbito de ciberataques supostamente dirigidos contra deputados de vários partidos.
Membros do corpo diplomático e jornalistas também foram alvo dos ataques.
A Alemanha, o maior provedor de ajuda militar à Ucrânia, tem enfrentado um aumento dos ciberataques, assim como de atos de espionagem e sabotagem, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022.
A Rússia, por sua vez, nega estar por trás deste tipo de ações.
Os ataques funcionam mediante o envio de mensagens que parecem vir do suporte do Signal. As vítimas são instadas a entregar informações sensíveis de suas contas, que os golpistas podem usar para acessar os grupos de conversas e mensagens da vítima.
Quando o golpe dá certo, os hackers obtêm acesso às fotos e arquivos compartilhados no Signal e também podem se passar pela pessoa, cuja conta foi comprometida.
Nos últimos anos, muitos usuários decidiram mudar do WhatsApp para o Signal, uma organização sem fins lucrativos, a fim de proteger melhor sua privacidade após o WhatsApp ter anunciado que passaria a compartilhar certos metadados com sua empresa matriz, a Meta.
A Meta também é proprietária do Facebook e do Instagram.
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