Três mulheres, parte de um grupo de dez panamenhos detidos em Cuba em fevereiro sob a acusação de tentarem disseminar propaganda "subversiva" contra o governo da ilha, chegaram ao Panamá neste sábado (25), após serem libertadas graças a esforços diplomáticos, confirmaram jornalistas da AFP. 

Os panamenhos foram detidos ao entrarem em Cuba "com o propósito de confeccionar cartazes com conteúdo subversivo contrário à ordem constitucional", segundo a acusação do governo cubano. 

As três mulheres chegaram neste sábado ao Aeroporto Internacional de Tocumen, no Panamá, em um voo comercial, e foram recebidas com abraços por familiares e amigos. 

A libertação das panamenhas ocorreu após a visita do ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martínez-Acha, à ilha em março.

Os indivíduos envolvidos "confessaram ser os autores" após sua prisão em 28 de fevereiro em Havana, segundo o governo cubano na época. 

Cuba afirma que os 10 panamenhos declararam que receberiam entre 1.000 e 1.500 dólares cada um por sua missão (cerca de 5.000 e 7.511 reais, na cotação atual). 

O grupo foi detido logo após a Guarda Costeira cubana interceptar uma embarcação vinda dos Estados Unidos com dez indivíduos armados, que tentavam se infiltrar no país "para fins terroristas", em meio à escalada das tensões com Washington.

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