Uma juíza dos Estados Unidos ordenou, nesta sexta-feira (25), a realização de uma audiência para determinar se um presidente em exercício pode processar o governo federal, após Donald Trump ter ajuizado uma ação de 10 bilhões de dólares (50 bilhões de reais) contra a agência tributária federal.
Trump apresentou a ação contra o Serviço de Impostos Internos (IRS, em inglês) em janeiro, juntamente com seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e a empresa da família, em razão de supostos vazamentos de declarações de impostos que, segundo o presidente, prejudicaram seus negócios.
Embora Trump afirme "que está ajuizando a ação em caráter pessoal, ele é o atual presidente, e os réus são entidades cujas decisões estão sujeitas à sua direção", escreveu a juíza Kathleen Williams.
A juíza convocou os advogados envolvidos no caso para comparecerem em 27 de maio, a fim de tratar da questão.
Na ação judicial, os Trump alegam que a agência tributária "tinha o dever de preservar e proteger" suas "declarações de imposto de renda confidenciais".
Os documentos foram vazados para a imprensa por um ex-funcionário do IRS, Charles "Chaz" Littlejohn, entre 2019 e 2020. Littlejohn declarou-se culpado pela publicação das declarações e cumpre, atualmente, uma pena de prisão de cinco anos.
O The New York Times noticiou, em setembro de 2020, que Trump, que se recusou repetidamente a divulgar suas declarações de imposto de renda, pagou apenas 750 dólares (3.750 reais, na cotação atual) em impostos federais sobre a renda em 2016 e 2017, e não pagou nada em 10 dos 15 anos anteriores.
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