O Irã executou, neste sábado (25), um homem que havia sido condenado por realizar uma "missão" de espionagem israelense em janeiro, durante protestos contra o regime, anunciou o Judiciário. 

A execução deste sábado é a mais recente de uma série de execuções realizadas desde que a atual guerra eclodiu em 28 de fevereiro, marcada por bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. 

Erfan Kiani foi executado por enforcamento após o Supremo Tribunal confirmar sua sentença, de acordo com o Mizan Online, o site do Judiciário iraniano. 

O veículo descreveu Kiani como um dos "principais agentes" de uma "missão encomendada pelo Mossad", o serviço de inteligência externa de Israel, durante incidentes ocorridos na província central de Isfahan. 

O Judiciário afirma que ele foi considerado culpado de "destruição de propriedade pública e privada, incêndio criminoso, e posse e uso de coquetéis molotov", assim como de atacar agentes da lei e "semear medo e pânico entre os cidadãos". 

As autoridades sustentam que os protestos em massa contra o governo, ocorridos em janeiro, foram instigados por Israel, Estados Unidos e por grupos de oposição, como o banido Mujahedins do Povo. 

Desde 19 de março, as autoridades iranianas executaram nove homens em conexão com esses protestos. 

O Irã é o segundo país do mundo que mais aplica a pena de morte, atrás apenas da China, segundo organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional.

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