O México solicitará à Argentina a deportação de um contra-almirante da Marinha mexicana capturado neste país sob acusação de contrabando de combustível, informou nesta sexta-feira (24) a presidente Claudia Sheinbaum.

O detido é Fernando Farías Laguna, apontado pela Justiça mexicana como líder de uma rede de comercialização ilegal de hidrocarbonetos, uma das atividades criminosas mais lucrativas junto com o narcotráfico.

"Estamos esperando que haja deportação, já que ele entrou de maneira ilegal na Argentina", disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa, ao detalhar que o militar utilizou um passaporte falso.

Acrescentou que, em caso de recusa, será iniciado um processo de extradição de acordo com o tratado entre ambos os países.

O governo mexicano informou, na quinta-feira (23), que Farías Laguna foi capturado na Argentina em cumprimento de uma ordem de busca internacional, acusado de "delinquência organizada com a finalidade de cometer delitos na área de hidrocarbonetos".

Este caso estourou depois que, em março de 2025, foram apreendidos, no estado de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, 10 milhões de litros de combustível de origem ilícita.

Em setembro, foram capturados, no México, o vice-almirante Manuel Roberto Farías Laguna, irmão de Fernando, e outras 13 pessoas que integravam a rede, incluindo cinco fuzileiros navais.

Manuel Roberto Farías Laguna ocupou altos cargos e, segundo a mídia mexicana, era próximo do almirante Rafael Ojeda Durán, secretário da Marinha durante o governo de Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), antecessor e mentor de Sheinbaum.

Na quarta-feira (22), as autoridades mexicanas informaram que desmantelaram uma rede de tráfico de combustíveis que realizava operações avaliadas em mais de 1,3 bilhão de dólares (cerca de 6,4 bilhões de reais).

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