O governo dos Estados Unidos está estudando aumentar a cota de admissão de refugiados, atualmente fixada em 7.500 pessoas — a mais baixa da história —, declarou nesta quinta-feira (23) Andrew Veprek, responsável pelo Escritório de População, Refugiados e Migração (PRM).

O governo de Donald Trump reduziu drasticamente o número de refugiados no ano fiscal de 2026 (que termina em setembro deste ano), em relação ao limite anterior, que era de 125.000 pessoas.

A maioria dos candidatos a asilo admitidos são agricultores brancos da África do Sul, que segundo Washington enfrentavam risco de morte e discriminação — algo contestado por Pretória.

"A decisão cabe, em última instância, ao presidente, mas acho que claramente estamos pensando nisso para o próximo ano fiscal, talvez até antes", explicou Veprek durante um evento organizado pelo Center for Immigration Studies.

"Estamos analisando o ritmo de reassentamento, como está evoluindo", acrescentou, em referência aos refugiados.

Veprek não quis confirmar se a cota poderá ser ampliada para outras nacionalidades ou grupos étnicos.

O reassentamento de refugiados nos Estados Unidos passou a ser responsabilidade do Departamento de Saúde desde janeiro deste ano, para aliviar a carga administrativa do Departamento de Estado.

O combate à imigração ilegal foi uma das principais bandeiras de Trump ao iniciar seu segundo mandato, assim como a imposição de fortes restrições à entrada legal de migrantes e trabalhadores qualificados.

Muitas dessas limitações foram contestadas na Justiça, e a Suprema Corte deve se pronunciar sobre políticas como a detenção de solicitantes de asilo na fronteira com o México e o programa de proteção temporária (TPS) para haitianos e sírios.

Veprek afirmou que a política migratória restritiva será mantida e que estão aumentando as negociações com outros países para que readmitam seus cidadãos deportados.

"Os venezuelanos querem voltar ao seu país, o governo da Venezuela quer que os venezuelanos retornem, nós queremos isso", afirmou.

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