A empresa americana Lockheed Martin confirmou nesta quinta-feira (23) que o Peru adquiriu 12 aviões de combate F-16 para modernizar sua frota aérea, após o governo pagar uma primeira parcela de 462 milhões de dólares (R$ 2,29 bilhões) pela compra.

A operação financeira foi concluída na quarta-feira, apesar da oposição do presidente interino do país, o esquerdista José María Balcázar, que pediu o adiamento da aquisição até que o próximo governo assuma em julho.

A posição contrária do presidente desencadeou uma crise política que levou à renúncia de dois ministros-chave do governo, o chanceler Hugo de Zela e o ministro da Defesa, Carlos Díaz, que eram favoráveis à assinatura do contrato pelos F-16.

Essa nova crise ocorre no contexto de eleições presidenciais caóticas, cujo segundo turno está previsto para junho.

"Temos orgulho de que o F-16 mais avançado que já produzimos contribua para proteger a soberania nacional do Peru", afirmou Mike Shoemaker, vice-presidente da Lockheed Martin, citado em um comunicado da empresa.

A companhia destacou que "recebe com satisfação o anúncio do governo do Peru de adquirir 12 novos aviões F-16 Block 70" para modernizar sua frota aérea.

"Estamos muito satisfeitos com o acordo que foi fechado", declarou o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernardo Navarro, durante uma visita a uma base policial antidrogas na selva.

O Ministério da Economia anunciou na noite de quarta-feira que transferiu 462 milhões de dólares como parte do primeiro pagamento do contrato com a Lockheed Martin.

Esse pagamento ocorre após a assinatura de um contrato na segunda-feira entre representantes da empresa e a Força Aérea do Peru.

A embaixada dos Estados Unidos em Lima confirmou que "uma assinatura técnica ocorreu em 20 de abril de 2026, com pleno conhecimento dos mais altos níveis do governo peruano".

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