A União Europeia aprovou definitivamente, nesta quinta-feira (23), um empréstimo de 90 bilhões de euros (523 bilhões de reais) para a Ucrânia, assim como novas sanções contra a Rússia, após a retirada do veto da Hungria. 

A retirada do veto húngaro, após meses de bloqueio, permitirá que a Comissão Europeia libere a primeira parcela desse empréstimo, originalmente adotado em dezembro. 

O consenso foi alcançado depois que a Eslováquia também retirou suas objeções, após a retomada pela Ucrânia do fluxo de petróleo russo para a Europa através do oleoduto Druzhba, que estava danificado.

"O impasse foi rompido", disse a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, no X. "A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia tem apoio fundamental", acrescentou. 

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que viajou para o Chipre para a cúpula da UE nesta quinta-feira, aplaudiu o avanço e expressou esperança de que esses desembolsos iniciais sejam feitos "entre o final de maio e o início de junho". 

Este empréstimo, garantido pelo orçamento da UE, permitirá à Ucrânia financiar a guerra contra a Rússia durante o período de 2026-2027. 

Aproximadamente 60 bilhões de euros (348 bilhões de reais) serão destinados a este esforço de guerra, dos quais 30 bilhões (174 bilhões de reais) serão reservados para garantir o funcionamento do Estado. 

As bases para um acordo final foram lançadas na quarta-feira, mas era necessário aguardar a conclusão do procedimento.

A Hungria condicionou seu acordo à retomada do fornecimento de petróleo russo por meio do oleoduto Druzhba, que atravessa a Ucrânia e que foi danificado em janeiro por ataques russos e cujo bombeamento foi restabelecido nesta semana. 

A Hungria, juntamente com a Eslováquia, também havia vetado a adoção de um novo pacote de sanções contra a Rússia, o vigésimo desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. 

As sanções, aprovadas nesta quinta-feira, visam o setor bancário russo e impõem novas restrições às exportações de petróleo, cujas receitas financiam grande parte da guerra do país contra a Ucrânia.

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