Três pessoas morreram nesta quarta-feira (22) em ataques israelenses no Líbano apesar do cessar-fogo; no entanto, um alto funcionário afirmou que o país pedirá que a trégua seja prorrogada por um mês durante as conversas com Israel previstas para quinta-feira, em Washington.

Israel afirmou antes dessas conversas que não tinha "desacordos graves" com o Líbano e instou o país a "trabalhar junto" contra o movimento libanês pró-Irã Hezbollah.

Após um primeiro encontro em 16 de abril, depois do qual foi anunciada uma trégua de dez dias que termina neste domingo, os dois países planejam realizar novas conversas no nível de embaixadores, sob os auspícios dos Estados Unidos.

No entanto, Israel continua seus ataques, e duas pessoas morreram no sul do Líbano e uma terceira no leste, segundo um veículo de comunicação estatal.

Em Washington, "o Líbano solicitará a prorrogação da trégua por um mês, o estrito respeito ao cessar-fogo e o fim, por parte de Israel, das operações de demolição com explosivos e destruição nas áreas onde está presente", indicou uma fonte oficial à AFP.

Por sua vez, o presidente Joseph Aoun declarou nesta quarta-feira que "estão sendo mantidos contatos para prolongar o cessar-fogo".

O presidente libanês acrescentou que o objetivo das futuras negociações diretas é, entre outras coisas, "a cessação total das agressões israelenses e a retirada israelense do território libanês".

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, afirmou que Israel não tem nenhum "desacordo grave" com o Líbano, mas disse que o país é um Estado falido, "um Estado que se encontra de fato sob ocupação iraniana por meio do Hezbollah".

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio quando o movimento xiita atacou Israel em 2 de março, em apoio a seu aliado Irã após o início da guerra na região.

Pelo menos 2.454 pessoas morreram do lado libanês em ataques israelenses desde então, segundo as autoridades.

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