A direita e a extrema direita espanholas chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (22), para governar em conjunto a região oeste de Extremadura, um sinal de reaproximação entre os dois partidos que anteriormente haviam rompido coalizões regionais semelhantes.
María Guardiola, do Partido Popular (PP, direita), foi reeleita presidente regional da Extremadura no Parlamento regional com o apoio do partido de extrema direita Vox, com 40 votos a favor, 25 contra e nenhuma abstenção.
Após a posse, Guardiola foi abraçada pelo líder local do Vox, Óscar Fernández, que agora atuará como vice-presidente regional da Extremadura.
O pacto gerou críticas generalizadas, particularmente do governo central de esquerda do primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, que nesta quarta-feira, no Congresso em Madri, o classificou como "um tapa na cara da Constituição".
O Executivo rejeita, sobretudo, o fato de o pacto de Extremadura estabelecer uma "prioridade nacional" para os benefícios sociais, o que significa que os moradores locais têm prioridade sobre os estrangeiros. Sánchez argumenta que isso constitui uma discriminação entre cidadãos.
Segundo trechos publicados pela imprensa espanhola, o acordo de 74 pontos tem um viés anti-imigração e estabelece este princípio de "prioridade nacional" de modo que "todos os auxílios, subsídios e benefícios públicos" sejam distribuídos principalmente "àqueles que mantêm um vínculo real, duradouro e verificável com o território".
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