A crise energética desencadeada pela guerra no Oriente Médio deve levar a UE a acelerar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, argumentou a Comissão Europeia nesta quarta-feira (22), alertando para o risco de interrupções nos próximos anos.
Essa crise é "provavelmente tão grave" quanto as crises causadas pelo choque do petróleo de 1973 e pela invasão russa da Ucrânia em 2022, "combinadas", alertou o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen.
Uma situação que, segundo ele, deve "servir como um alerta, um ponto de virada".
"A Europa precisa abandonar sua dependência das energias fósseis e caminhar rumo à autonomia com energias verdes", argumentou em uma coletiva de imprensa.
A guerra no Oriente Médio já aumentou a fatura da UE com importações de combustíveis fósseis, principalmente gás e petróleo, em 24 bilhões de euros (140 bilhões de reais).
Embora não haja escassez sistêmica de querosene no momento, as preocupações aumentam, já que 20% do combustível de aviação consumido na UE transitava regularmente pelo Estreito de Ormuz.
Segundo Bruxelas, a duração do conflito determinará a magnitude do impacto da crise.
"Mesmo no melhor cenário, a situação parece bastante sombria para os próximos meses, e as repercussões serão sentidas por muitos anos", enfatizou Dan Jorgensen.
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