Ao menos cinco detentos morreram durante uma rebelião em uma penitenciária de segurança máxima na Venezuela, informou o Ministério dos Serviços Penitenciários nesta terça-feira (21). 

As prisões na Venezuela são alvo de constantes reclamações de superlotação, conflitos violentos entre a população carcerária e os guardas e controle exercido por grupos criminosos. 

Na segunda-feira, "eclodiu uma briga entre detentos, que se transformou em rebelião" na penitenciária Yare III, localizada a cerca de 70 quilômetros de Caracas, informou o Ministério dos Serviços Penitenciários em um comunicado divulgado nas redes sociais. 

"Isso resultou na morte de cinco pessoas privadas de liberdade", acrescentou o breve comunicado. 

As autoridades penitenciárias não especificaram os motivos do conflito, nem se houve feridos. 

A Procuradoria da Venezuela anunciou uma investigação sobre o incidente.

O complexo penitenciário é composto por três unidades: Yare I, II e III. 

Em 2023, o presidente deposto Nicolás Maduro ordenou uma operação militar para assumir o controle das principais prisões do país, que estavam sob o controle de gangues criminosas há anos. 

Dezenas de presos foram transferidos para Yare III após essas operações. A penitenciária vizinha, Yare II, funciona como prisão política.

Na semana passada, pelo menos 46 presos políticos ligados à indústria petrolífera foram libertados desse centro de detenção, confirmou uma equipe da AFP. 

A ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) registrou 105 mortes em prisões venezuelanas em 2024, relacionadas às precárias condições de encarceramento.

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