Chile e Estados Unidos assinaram, nesta segunda-feira (20), um memorando de entendimento para explorar minerais críticos como o cobre ou o lítio, assim como terras raras, fundamentais para fabricar tecnologia de ponta e veículos elétricos.
Os Estados Unidos buscam se aproximar de países produtores dessas matérias-primas, em um contexto de transição energética global e de competição com a China, que atualmente ocupa uma posição dominante nesse mercado.
Um dia depois de assumir a presidência do Chile, em 11 de março, o ultradireitista José Antonio Kast assinou uma declaração conjunta com os Estados Unidos para desenvolver projetos relacionados a minerais críticos.
O memorando ou protocolo de intenções assinado nesta segunda representa mais um passo rumo a um acordo bilateral nesse tema, explicou o Ministério das Relações Exteriores chileno.
O documento "permitirá projetar o Chile como um ator-chave na transição energética global", disse o chanceler chileno Francisco Pérez Mackenna, durante a cerimônia de assinatura na sede do ministério.
Representando os Estados Unidos, participou o subsecretário de Estado para Controle de Armamentos e Segurança Internacional, Thomas DiNanno.
O Chile é o principal produtor mundial de cobre, com quase um quarto da oferta global, e o segundo de lítio. Em contraste, sua participação no mercado de terras raras é muito pequena.
De acordo com a chancelaria chilena, o memorando "permite organizar uma agenda de cooperação concreta em âmbitos como financiamento, inovação e desenvolvimento produtivo".
Não se trata de um "tratado nem de um acordo vinculante, e sim de um marco de cooperação que permite identificar oportunidades, facilitar investimentos e promover melhores práticas", esclareceu.
O Chile "mantém plenamente sua soberania sobre os recursos naturais, suas decisões regulatórias e seus processos de autorização", acrescentou a instituição em um documento explicativo.
As terras raras são 17 elementos químicos essenciais para a indústria eletrônica, os veículos elétricos, os geradores eólicos, a robótica e a inteligência artificial.
Durante a cerimônia, os dois países assinaram, ainda, um acordo de segurança, por meio do qual os Estados Unidos fornecerão ao Chile um milhão de dólares (4,95 milhões de reais, na cotação atual) para dotar sua polícia civil de mais tecnologia, a fim de ajudar a combater o crime organizado.
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