Os preços do petróleo retomaram a trajetória de alta nesta segunda-feira (20), impulsionados pelo aumento das tensões entre Washington e Teerã, que perturbam a navegação no Estreito de Ormuz, essencial para o mercado mundial de hidrocarbonetos.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em junho subiu 5,64%, a 95,48 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em maio subiu 6,87% a 89,61 dólares.

"As mudanças diárias no Estreito de Ormuz seguem provocando uma forte volatilidade" nos preços, assinalou Rob Thummel, da Tortoise Capital Management.

O tráfego marítimo voltou a ficar paralisado na passagem nesta segunda-feira.

"Os bloqueios recíprocos manterão o tráfego petroleiro no estreito em um nível muito baixo e os Estados Unidos não estão em condições de preencher o vazio" deixado no mercado de petróleo com a ausência destes milhões de barris, ressalta Gregory Brew, do Eurasia Group.

Contudo, uma certa esperança segue reinando entre os investidores.

A alta desta segunda-feira não apagou a queda registrada na sexta, com o anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz e o preço do petróleo se mantém muito abaixo do alcançado no início do conflito.

Este nível de preços leva a crer que "o mercado segue mostrando uma forte convicção de que uma solução será encontrada" entre Estados Unidos e Irã, avalia Arne Lohmann Rasmussen, analista do Global Risk Management.

No entanto, a incerteza permanece sobre a realização de novas negociações entre ambos os países.

Sem um acordo entre Washington e Teerã, os preços deveriam subir fortemente porque "cada dia que o Estreito de Ormuz permanece fechado nos aproxima de um momento potencialmente muito doloroso de escassez", advertiu Bjarne Schieldrop, analista do SEB.

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