O futuro primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, anunciou nesta segunda-feira (20) que seu país voltará a integrar o Tribunal Penal Internacional (TPI) e que executará suas ordens de prisão, incluída a que diz respeito ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

O nacionalista Viktor Orbán, que governou durante 16 anos, anunciou no ano passado que a Hungria deixaria esse tribunal a partir de 2 de junho de 2026, após receber Netanyahu em Budapeste.

Mas, após vencer as eleições legislativas de 12 de abril, Peter Magyar anunciou sua intenção de fazer com que o país volte a integrar o tribunal.

Segundo as autoridades israelenses, Magyar convidou Netanyahu para Budapeste no próximo 23 de outubro, por ocasião do 70º aniversário da revolta contra os soviéticos, em 1956.

Nesta segunda-feira, um jornalista perguntou a Magyar sobre esse convite, e o futuro primeiro-ministro, pró-europeu, afirmou que havia convidado todos os dirigentes com quem falou por telefone.

"Se um país é membro do Tribunal Penal Internacional e uma pessoa procurada entra em seu território, ela deve ser detida", afirmou, em entrevista coletiva, o conservador, que, segundo disse, assumirá o cargo no fim de semana de 9 e 10 de maio.

"Não preciso dizer tudo por telefone. Parto do princípio de que todos os chefes de Estado e de governo conhecem essas leis", acrescentou.

O TPI, com sede em Haia, emitiu uma ordem de prisão em 2024 contra Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.

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