A agência policial europeia Europol anunciou nesta segunda-feira (20) ter encontrado o paradeiro de 45 crianças ucranianas deslocadas à força, após uma investigação coordenada com base em fontes públicas de informação.
O objetivo da operação era identificar e localizar crianças transferidas à força ou deportadas para territórios ucranianos temporariamente ocupados pela Rússia, para o próprio território russo e para Belarus.
A investigação foi coordenada pela Europol com 40 investigadores de 18 países, o Tribunal Penal Internacional (TPI) e outros parceiros não governamentais.
Após a investigação, realizada nos dias 16 e 17 de abril, em Haia, foram reunidas informações sobre 45 crianças, que foram transmitidas às autoridades ucranianas para ajudá-las em suas investigações em andamento, indicou a Europol em um comunicado.
As informações incluem "as rotas seguidas durante os deslocamentos forçados", "as pessoas que facilitaram a deportação" e até "os acampamentos ou centros para os quais as crianças foram levadas", detalha o comunicado da agência.
Em março, a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre a Ucrânia afirmou dispor de provas de que "as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, especificamente deportações e transferências forçadas, assim como desaparecimentos forçados de crianças".
A comissão indicou que a Rússia havia deportado ou transferido "milhares" de crianças das zonas ocupadas da Ucrânia, das quais 1.205 casos haviam sido confirmados no momento da declaração.
Segundo Kiev, cerca de 20.000 crianças ucranianas foram deslocadas à força.
A Rússia afirma, por sua vez, ter transferido algumas crianças ucranianas de suas casas ou orfanatos com o objetivo de protegê-las das hostilidades.
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