O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial anunciaram nesta quinta-feira (16) que restabeleceram suas relações com a Venezuela.

"Guiada pelas opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional que representam a maioria do poder de voto total do FMI e, em consonância com a prática de longa data, a diretora-gerente, Kristalina Georgieva, anunciou hoje que o FMI passa agora a tratar com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez", indicou a organização em comunicado.

Nos últimos dias, o Fundo consultou seus membros sobre se consideravam Delcy a dirigente legítima da Venezuela.

O Banco Mundial seguiu rapidamente o FMI no reconhecimento do atual governo venezuelano.

"Guiado pelo resultado do processo de consulta do FMI, o Grupo Banco Mundial anunciou hoje que retoma as suas negociações com o governo da Venezuela", indicou.

Horas depois, Delcy comentou a decisão: "Retomamos a representação da Venezuela neste organismo internacional".

"Estamos dando normalização a todos os processos que envolvem direitos da Venezuela no organismo", acrescentou.

O reconhecimento do governo de Delcy Rodríguez abre caminho para que o FMI comece a coleta formal de dados econômicos e possa oferecer apoio financeiro, caso a Venezuela o solicite.

As relações entre essas duas instituições financeiras e a Venezuela foram rompidas em março de 2019, quando o FMI reconheceu a oposição — que controlava o parlamento — como o governo legítimo da nação sul-americana.

Delcy exercia a vice-presidência da Venezuela até o início de janeiro, quando forças dos Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro em uma operação noturna. Posteriormente, ela foi nomeada presidente interina.

O anúncio chega durante a reunião de primavera [hemisfério norte] do FMI e do Banco Mundial em Washington.

Nos bastidores do encontro de autoridades, economistas e investidores, os Estados Unidos pediram um maior engajamento com a Venezuela de Delcy Rodríguez.

Na terça-feira, Washington suavizou as sanções sobre o Banco Central da Venezuela.

Nesse mesmo dia, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o FMI estava trabalhando "para reincorporar a Venezuela, para fazer com que se pareça mais com uma economia normal".

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