A capacidade da Coreia do Norte de fabricar armas nucleares registrou um "aumento muito significativo", afirmou nesta quarta-feira (15) em Seul o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). 

A Coreia do Norte executou seu primeiro teste nuclear em 2006 e o país recebeu várias sanções da ONU por seu programa armamentista. 

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, insiste que o país nunca renunciará às armas nucleares. 

"Em nossas avaliações periódicas, confirmamos que há um rápido aumento nas operações" do reator nuclear de Yongbyon, disse o argentino Rafael Grossi. 

"Tudo isso aponta para um aumento muito significativo na capacidade da RPDC (Coreia do Norte) no âmbito da produção de armas nucleares, que é calculada em algumas poucas dezenas de ogivas", acrescentou o diretor da AIEA.

O país opera várias instalações de enriquecimento de urânio, uma etapa crucial para a produção de ogivas nucleares, segundo a agência de inteligência sul-coreana.

Entre as instalações está o complexo nuclear de Yongbyon, que Pyongyang supostamente havia desativado, mas que reativou em 2021.

Questionado se a Rússia apoia o desenvolvimento nuclear norte-coreano, Grossi respondeu que a AIEA não viu "nada em particular a esse respeito".

A Coreia do Norte enviou soldados e projéteis de artilharia para apoiar a invasão russa da Ucrânia. Vários analistas dizem que Pyongyang recebe em troca assistência russa em tecnologia militar.

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