Um crânio de tricerátops de 67 milhões de anos, suspenso por uma fina correia metálica, é a peça central de uma nova exposição que busca transformar fósseis pré-históricos em arte.
A mostra "Relics", no Art Zoo de Amsterdã, nos Países Baixos, exibirá nove obras da dupla criativa Jaap Sinke e Ferry van Tongeren que combinam ciência e arte.
O objetivo é destacar o lado estético dos fósseis, que normalmente são apresentados com uma abordagem educativa nos museus de história natural, explicou Van Tongeren à AFP.
Os artistas tentaram dar-lhes "uma forma mais monumental e uma presença maior", detalhou o artista de 59 anos em uma entrevista.
A exposição inclui também os ossos de um basilosaurus, que habitou os mares há até 40 milhões de anos, mas apresentados como uma escultura em vez de uma reconstrução esquelética tradicional.
Os museus de história natural têm um grande valor científico e educativo, "mas carecem de um elemento cativante (...) Esse é o ponto de partida de tudo o que fizemos", enfatizou Van Tongeren.
Os artistas trabalharam com a Zoic, uma empresa italiana de paleontologia que processa fósseis e reconstrói esqueletos de dinossauros.
Criar as peças exigiu "uma combinação extraordinária de conhecimentos e diferentes processos", explicou Iacopo Briano, de 42 anos, curador da exposição e especialista em paleontologia na Zoic.
Primeiro vem o "quebra-cabeças" de desenterrar e reconstruir os ossos a partir de um achado fóssil. Depois, estes artigos frágeis devem ser transportados para que os artistas possam começar o seu próprio trabalho, processo que neste caso durou dez anos.
Esta exposição pré-histórica, cuja peça mais antiga é uma vértebra de dinossauro com cerca de 150 milhões de anos, será inaugurada na sexta-feira (17) e ficará aberta ao público até novembro de 2026.
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