A Amazon anunciou, nesta terça-feira (14), a aquisição da operadora de satélites americana Globalstar para fortalecer sua posição contra a concorrente Starlink, pertencente ao bilionário Elon Musk.
A gigante americana propõe pagar até 90 dólares por ação da Globalstar, seja em dinheiro ou com suas próprias ações, segundo um comunicado. A transação avaliaria a empresa em 11,6 bilhões de dólares (58,2 bilhões de reais, na cotação atual).
As duas empresas "anunciaram a conclusão de um acordo definitivo de fusão pelo qual a Amazon adquirirá a Globalstar", afirmaram.
O acordo permitirá que a Amazon integre os satélites e as radiofrequências da Globalstar, fortalecendo seu setor de conectividade espacial.
Assim como a Starlink, marca da SpaceX especializada em telecomunicações via satélite, a Amazon também entrou nesse setor, que permite aos usuários em áreas sem cobertura de rede móvel fazer ligações, enviar mensagens SMS e se conectar à internet.
O grupo Amazon, fundado por Jeff Bezos, começou a lançar seus primeiros satélites de teste em outubro de 2023. No entanto, a implantação de sua constelação em órbita baixa da Terra foi adiada, e a empresa atualmente possui apenas 200 satélites em órbita, apesar de sua meta final de 3.200.
O serviço, chamado "Amazon Leo", ainda não foi implantado em larga escala e nenhuma data de lançamento foi anunciada.
A Starlink, por sua vez, atingiu a marca de 10.000 satélites em março e afirma ter mais de nove milhões de clientes em todo o mundo.
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