Agentes da brigada anticorrupção financeira realizaram buscas no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, nesta terça-feira (14), no âmbito de uma investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão, informou à AFP uma fonte próxima ao caso.
A investigação, revelada pelo jornal Le Canard Enchaîné, apura as condições da concessão das cerimônias de entrada no Panteão, atribuídas há 22 anos à empresa Shortcut Events.
O Panteão, conhecido como "templo dos imortais", abriga, desde o final do século XVIII, os restos mortais de homens e mulheres que marcaram a história da França. Atualmente, os presidentes decidem quem são essas personalidades.
Segundo o Le Canard Enchaîné, cada "panteonização" custa "cerca de 2 milhões de euros" (aproximadamente de 11,7 milhões de reais).
A investigação inclui as cerimônias realizadas de 2002 a 2024, quando foram incluídos no Panteão os restos mortais do resistente comunista armênio Missak Manouchian, poeta e figura da luta contra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial.
O ex-ministro Robert Badinter, artífice da abolição da pena de morte e falecido em 2024, foi o último a ser homenageado, em outubro de 2025.
A próxima "panteonização" será do historiador Marc Bloch, em junho. O resistente judeu foi executado por nazistas.
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