Quatro pessoas, entre elas uma mulher, foram condenadas à morte no Irã por causa dos protestos contra o governo no início do ano, informaram nesta terça-feira (14) várias organizações de direitos humanos.

O Irã já executou sete pessoas ligadas a esses protestos, que, segundo ativistas, foram reprimidos com uma violência que deixou milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos.

As manifestações, inicialmente motivadas pelo alto custo de vida, rapidamente se transformaram em uma mobilização nacional contra o governo, atingindo seu ponto mais alto nos dias 8 e 9 de janeiro.

Grupos de direitos humanos acusam a República Islâmica de usar a pena de morte como ferramenta de repressão para espalhar medo na sociedade e temem que o número de execuções dispare após a guerra contra Israel e os Estados Unidos.

Os quatro condenados foram considerados culpados de atuar em nome dos Estados Unidos. Entre eles está uma mulher, o que seria um fato sem precedentes em relação a esses protestos.

A Iran Human Rights (IHR) e a Together Against the Death Penalty (ECPM) afirmaram neste mês, em seu relatório anual conjunto, que pelo menos 1.639 pessoas foram executadas no Irã em 2025, entre elas 48 mulheres.

Além dos sete já executados por causa dos protestos, sentenças de morte foram pronunciadas contra pelo menos outras 26 pessoas pelas manifestações, e várias centenas mais enfrentam acusações que podem levá-las à pena capital, advertiu a IHR.

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