Pelo menos 11.000 pessoas desapareceram desde o início da guerra no Sudão, há três anos, anunciou nesta terça-feira (14) o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ressaltando o "profundo sofrimento psicológico" das famílias.
"Milhares de famílias permanecem sem notícias de seus entes queridos, dos quais foram separadas enquanto fugiam dos combates. O número de casos de pessoas desaparecidas ultrapassou 11.000, um aumento de mais de 40% apenas no último ano", afirmou o CICV em um comunicado à imprensa recebido pela AFP em Genebra.
"Esses números, que provavelmente representam apenas uma fração do real, ilustram o custo humano de conflitos prolongados como este", declarou o diretor regional-adjunto do CICV James Reynolds.
Ele destacou ainda o deslocamento de mais de 11 milhões de pessoas, algumas deslocadas várias vezes. Desse total, quatro milhões fugiram do país, acrescentou o CICV.
Devido à destruição de redes de comunicação, "muitas famílias perderam o contato com seus entes queridos", observou a organização.
A guerra no Sudão, que começou em abril de 2023 e opõe o Exército aos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR), deixou dezenas de milhares de mortos e mergulhou várias regiões na fome e na miséria.
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