Um colombiano de 82 anos morreu em uma operação da Marinha peruana na fronteira amazônica entre ambos os países, em meio à jornada de eleições presidenciais no Peru, anunciou nesta segunda-feira (13) o ministro da Defesa da Colômbia.

Colômbia e Peru protagonizam uma disputa fronteiriça desde 2025 por uma ilha no rio Amazonas sobre a qual ambos reivindicam soberania. As tensões diminuíram em setembro, quando ambos os países se comprometeram a garantir a navegabilidade por esse rio.

Na noite de domingo, em meio à jornada de votação das eleições presidenciais no Peru, a Marinha desse país recebeu disparos de fuzil enquanto tentava deter uma embarcação que navegava pelo rio fronteiriço Putumayo, no sudeste da Colômbia.

O pessoal foi atacado por integrantes de um grupo armado irregular, asseguraram as forças militares peruanas em comunicado, sem detalhar o nome da organização.

Durante o enfrentamento, "perdeu a vida o cidadão colombiano José Miguel Gutiérrez Baquero, de 82 anos de idade, proprietário da embarcação", disse na rede social X o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez.

Após a troca de tiros, a embarcação foi capturada e dois de seus integrantes foram detidos. Um oficial peruano sofreu um ferimento leve e está fora de perigo, segundo as autoridades desse país.

Um cidadão colombiano, filho do falecido dono da embarcação, também ficou ferido. O homem foi transferido para Bogotá para receber atendimento médico "e salvaguardar sua vida" em um voo da força aérea colombiana na tarde desta segunda, disse Sánchez.

O ministro anunciou que acordou com seu homólogo peruano a formação de "uma comissão binacional" para investigar os fatos.

O Ministério das Relações Exteriores colombiano pediu ao Peru o "esclarecimento" do caso e solicitou informação sobre os cidadãos colombianos detidos, disse em um comunicado.

O Peru realizou no domingo uma jornada eleitoral caótica na qual a candidata presidencial de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), desponta como favorita para ir ao segundo turno com 17% dos votos, segundo a apuração preliminar.

Faltando quatro meses para deixar o cargo, o presidente colombiano Gustavo Petro enfrenta também uma crise diplomática sem precedentes com o Equador, que alega negligência por parte da Colômbia em relação à segurança na fronteira e, na semana passada, impôs tarifas de 100% sobre as importações provenientes do país vizinho.

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