Alguns países se recusaram a receber hipopótamos do falecido barão da cocaína Pablo Escobar devido a uma mutação genética, uma das medidas, juntamente com a esterilização e o sacrifício de exemplares, de um plano lançado pela Colômbia para conter sua reprodução descontrolada.

As tentativas de realocar espécimes do rio Magdalena não tiveram sucesso devido a uma mutação genética nos hipopótamos, disse a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, nesta segunda-feira (13). 

"Há uma mutação genética importante, por isso alguns países se recusam" a aceitá-los, disse Vélez à BluRadio, após anunciar o início do plano de abate de cerca de 80 hipopótamos.

"Acreditamos que tem a ver com a pobreza genética" dos animais, acrescentou a ministra.

Na Colômbia há cerca de 200 hipopótamos, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Eles são considerados uma espécie invasora e desestabilizam os ecossistemas nativos.

Sem controle, estima-se que a população de hipopótamos possa chegar a 500 até 2030, segundo o ministério.

Os hipopótamos colombianos apresentam malformações devido à endogamia, como uma registrada em sua boca, segundo Vélez.

Chegaram ao país por um capricho de Escobar, que, em 1980, introduziu quatro exemplares em sua fazenda no Magdalena Medio (centro-norte), que foi transformada em um zoológico particular repleto de espécies exóticas.

As campanhas de sacrifício e esterilização são difíceis e caras. A morte de cada animal custa cerca de US$ 14 mil (aproximadamente R$ 70,3 mil) e as autoridades vão iniciá-las no segundo semestre de 2026.

As esterilizações chegam a custar cerca de US$ 10 mil (R$ 50.238) cada uma e envolvem riscos como a morte dos veterinários ou dos animais devido a uma reação alérgica à anestesia.

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