Um juiz federal dos Estados Unidos indeferiu, nesta segunda-feira (13), uma ação por difamação apresentada pelo presidente americano, Donald Trump, na qual ele pedia 10 bilhões de dólares (R$ 50 bilhões, na cotação atual) ao The Wall Street Journal pela publicação de uma reportagem sobre ele e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. 

Trump processou o magnata da mídia Rupert Murdoch e o jornal nova-iorquino em julho, depois da publicação de uma reportagem sobre uma carta de aniversário que ele teria enviado a Jeffrey Epstein, de quem o presidente americano foi amigo.

O juiz distrital Darrin Gayles considerou que Trump não tinha conseguido demonstrar que o jornal, de propriedade de Murdoch, publicou declarações falsas com conhecimento, um requisito para considerar a difamação.

"Visto que o presidente Trump não alegou de forma plausível que os demandados publicaram o artigo com malícia real, as duas acusações devem ser indeferidas", escreveu Gayles. 

Gayles, nomeado pelo ex-presidente Barack Obama, deu a Trump a oportunidade de alterar sua demanda e voltar a apresentá-la antes de 27 de abril.

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump informou que a ação voltará a ser apresentada.

"O presidente Trump seguirá a decisão e as indicações do juiz Gayles para voltar a apresentar esta ação contundente contra o Wall Street Journal e todos os demais demandados", declarou o porta-voz em um comunicado. 

Esta ação é uma das apresentadas pelo republicano contra veículos de comunicação, aos quais acusa de publicar notícias falsas contra ele.

Na reportagem que motivou a ação, o The Wall Street Journal afirma que Trump escreveu uma carta de aniversário a Epstein com tons "obscenos" em 2003 por ocasião de seu aniversário de 50 anos.

Segundo o jornal, a carta de Trump incluía um desenho feito à mão pelo então magnata do ramo imobiliário de uma mulher nua e fazia referência a um "segredo" compartilhado entre os dois.

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