As forças israelenses dispararam gás lacrimogêneo contra crianças palestinas que protestavam na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, conforme mostram imagens da AFP.
O exército israelense confirmou ter dispersado uma "aglomeração incomum", mas não especificou se suas tropas dispararam gás lacrimogêneo contra as crianças, no primeiro dia de aula desde o início da guerra do Irã.
O incidente ocorreu em Umm al-Khair, uma pequena vila na região de Masafer Yatta, no sul da Cisjordânia.
Os alunos retornavam às aulas nesta segunda-feira pela primeira vez em mais de 40 dias, após a suspensão em decorrência do início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
Um grupo de alunos e moradores palestinos se reuniu perto de uma cerca de arame farpado erguida por colonos israelenses, que bloqueava o acesso à escola, relatou um jornalista da AFP.
Testemunhas disseram que os alunos e alguns adultos realizavam uma aula ao ar livre em forma de protesto, exigindo permissão para entrar na escola, quando as tropas dispararam gás lacrimogêneo.
"Estávamos sentados quando lançaram uma granada de gás lacrimogêneo em nossa direção. Fiquei com medo, comecei a gritar e saí correndo", disse Sarah al-Hathaleen, de 12 anos, à AFP.
"Os colonos tentam apertar o cerco ao nosso redor de todas as formas. Uma dessas táticas é bloquear o acesso de crianças às escolas e expandir a colônia" de Carmel, cujos moradores levantaram a cerca, disse Bassam Jabr, diretor de educação da área de Masafer Yatta.
Esta região é um foco de violência frequente por parte dos colonos e palco de demolições de casas palestinas.
Sem contar com Jerusalém Oriental, mais de 500 mil israelenses vivem agora na Cisjordânia em assentamentos ilegais segundo o direito internacional, em meio a três milhões de palestinos.
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