As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, o número mais elevado desde 1989, informaram nesta segunda-feira (13/4) duas organizações não governamentais.
O número representa um aumento de 68% na comparação com 2024, quando 975 pessoas foram executadas, e inclui 48 mulheres enforcadas, segundo um relatório anual conjunto da organização norueguesa 'Iran Human Rights' (IHR) e da francesa Juntos Contra a Pena de Morte.
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Se a República Islâmica "sobreviver à atual crise, existe um grave risco de que as execuções sejam utilizadas de forma ainda mais ampla como ferramenta de opressão e repressão", afirma o relatório.
O número significa uma média de mais de quatro execuções por dia.
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Segundo o relatório, o número de execuções é o mais elevado desde que o IHR começou a monitorar os dados em 2008.
As ONGs também alertaram que "centenas de manifestantes detidos continuam sob risco de enfrentar a pena de morte", depois que foram acusados de crimes capitais pelos protestos contra o governo em janeiro de 2026.
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Os protestos foram reprimidos pelas autoridades e, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, deixaram milhares de mortos e dezenas de milhares de detidos.
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"Ao criar medo com uma média de quatro ou cinco execuções diárias em 2025, as autoridades tentaram evitar novos protestos para prolongar seu comando hesitante", declarou o diretor do IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.
