O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou, em mensagem por escrito, divulgada nesta quinta-feira (9), que o Irã não quer a guerra, mas que protegerá os direitos de seu país.
"Não buscamos a guerra e não a queremos", disse, em um comunicado lido na televisão estatal, no dia em que se completam 40 dias da morte de seu pai e antecessor no cargo, o aiatolá Ali Khamenei, morto em um bombardeio em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito com Estados Unidos e Israel.
"Mas não renunciaremos aos nossos direitos legítimos sob nenhuma circunstância e, neste sentido, consideramos a frente de resistência em seu conjunto", acrescentou, em uma aparente referência ao Líbano, onde Israel luta contra o movimento xiita Hezbollah, aliado do Irã.
Esta semana, Teerã alcançou um frágil cessar-fogo de duas semanas com os Estados Unidos, que poderia levar a negociações de paz após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de "eliminar toda a civilização" iraniana se a República Islâmica não abrir o Estreito de Ormuz.
Khamenei disse à população iraniana que não deve pensar que não é mais necessário "ir às ruas" após o cessar-fogo.
"Suas vozes nas praças públicas sem dúvida influem no resultado das negociações", afirmou.
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