Países com tropas na Força de Manutenção da Paz da ONU no Líbano (Unifil) e outros Estados denunciaram nesta quinta-feira (9), nas Nações Unidas, os "ataques persistentes" contra as forças de paz e pediram a cessação das hostilidades. 

A Unifil, que conta com cerca de 8.200 efetivos de 47 países, está no fogo cruzado entre Israel e o Hezbollah, grupo pró-Irã, o que levou à entrada do Líbano na guerra de Israel e os Estados Unidos, de um lado, e o Irã, de outro. 

"Condenamos (...) os ataques persistentes contra a Unifil, incluindo os recentes e graves ataques que tiraram a vida de três soldados da paz indonésios e feriram vários outros", declarou o embaixador indonésio Umar Hadi, em nome de mais de 60 países, incluindo dezenas de participantes da Unifil (França, Indonésia, Reino Unido, China, Turquia, entre outros) e outros, como a Rússia. 

"Também condenamos veementemente o comportamento agressivo e inaceitável observado recentemente contra o pessoal e os comandantes" da força, acrescentou, sem fornecer mais detalhes. 

Os países signatários instaram "a ONU a continuar investigando todos os ataques contra forças de paz de forma rápida, transparente e exaustiva", afirmando que os agressores "devem ser responsabilizados". 

Três capacetes azuis indonésios morreram no final de março. Segundo uma investigação preliminar da ONU, um projétil de tanque israelense matou um deles em 29 de março, e um dispositivo explosivo improvisado, provavelmente plantado pelo Hezbollah, matou os outros dois no dia seguinte. 

Apesar do cessar-fogo acordado entre Estados Unidos e Irã, Israel, após seus ataques mortais ao Líbano na quarta-feira, declarou sua determinação em continuar atacando o Hezbollah.

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