A Câmara dos Deputados do México aprovou, na madrugada desta quinta-feira (9), uma versão reduzida da reforma eleitoral proposta pela presidente, Claudia Sheinbaum, que prevê a redução dos orçamentos dos funcionários eleitorais e das assembleias legislativas locais.
A iniciativa, apelidada de "Plano B", é uma versão revisada daquela apresentada por Sheinbaum ao Congresso no início de março, que acabou sendo arquivada porque seus partidos aliados, o Partido do Trabalho (PT) e o Partido Verde (PVEM), retiraram o apoio.
A versão original buscava reduzir os orçamentos dos partidos e eliminar o poder de selecionar seus candidatos ao Parlamento, o que exigiria uma emenda constitucional.
Sem o apoio do PT e do PVEM, Sheinbaum não conseguiu a maioria qualificada de dois terços necessária para reformar a Constituição.
A nova versão aprovada impõe limites aos salários dos funcionários eleitorais, aos orçamentos dos congressos locais e à composição dos governos municipais.
Desta vez, a reforma obteve maioria qualificada, com 343 votos a favor, 124 contra e uma abstenção.
O projeto de lei foi aprovado pelo Senado em 26 de março. Agora, precisa da aprovação de 17 dos 32 congressos locais para entrar em vigor.
A resolução foi apoiada pelo PT e pelo PVEM. Os partidos de oposição, PAN e PRI, votaram contra.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
yug/dg/aa