A Shell, gigante britânica dos hidrocarbonetos, anunciou nesta quarta-feira (8) que seus resultados do primeiro trimestre serão beneficiados por uma melhora significativa nas vendas de derivados de petróleo, em um contexto de preços favorecidos pela guerra no Oriente Médio. 

Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, mas, com o barril cotado em torno de US$ 95 (R$ 490), permanecem bem acima dos níveis prévios à guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro. 

Na divisão de marketing da Shell, que inclui sua rede global de postos de serviço, os lucros do primeiro trimestre "devem ser significativamente maiores" do que os registrados no mesmo período do ano passado, indicou o grupo. 

A empresa deve divulgar seus resultados trimestrais em 7 de maio. 

Por outro lado, a produção de gás deve diminuir em comparação com o final de 2025, o que "reflete o impacto do conflito no Oriente Médio sobre os volumes" provenientes do Catar. 

Este país está vinculado, por meio de uma série de acordos de longo prazo sobre gás natural liquefeito (GNL), a empresas como a britânica Shell, a francesa Total, a indiana Petronet, a chinesa Sinopec e a italiana Eni, entre outras. 

Ras Laffan, no norte do Catar, o maior polo de liquefação de gás do mundo, sofreu danos significativos após ser alvo de diversos ataques desde o início da guerra.

Em fevereiro, a Shell anunciou um lucro líquido de mais de 11% em 2025, atingindo US$ 17,838 bilhões (R$ 92 bilhões), apesar da queda nos preços do petróleo no ano passado, que foi compensada pelo volume de vendas e custos reduzidos. 

As ações da Shell na Bolsa de Londres caíram quase 6% na manhã desta quarta-feira, em linha com uma queda de aproximadamente 15% nos preços do petróleo.

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