O Egito e a gigante italiana do setor energético ENI anunciaram nesta terça-feira (7) uma descoberta "significativa" de gás natural na costa do país norte-africano, muito dependente das importações de combustível.
"Estimativas preliminares apontam para cerca de 2 trilhões de pés cúbicos de gás" no campo de petróleo e gás de Temash, no Mediterrâneo Oriental, indicou a companhia em um comunicado.
O Ministério do Petróleo egípcio afirmou que a descoberta inclui "130 milhões de barris de condensados de petróleo", e que faz parte de um série de políticas destinadas a "apoiar uma maior produção, compensar a diminuição natural e reduzir a fatura das importações".
O fornecimento de gás natural do Catar e de Israel para o Egito foi fortemente afetado pela guerra no Oriente Médio. Diante disso, Cairo impôs medidas para economizar energia: as lojas precisam fechar mais cedo, os preços dos combustíveis aumentaram e projetos governamentais foram freados.
O primeiro-ministro, Mostafa Madbuli, afirmou no mês passado que a guerra havia feito com que a fatura das importações de gás natural praticamente triplicasse, passando de 560 milhões de dólares (R$ 2,9 bilhões, na cotação atual) para 1,65 bilhão de dólares (R$ 8,5 bilhões) por mês.
No mês passado, o Egito anunciou outra descoberta, em parceria com a Apache Corporation, em seu deserto ocidental. Um campo que, segundo o Ministério do Petróleo, produziria 26 milhões de pés cúbicos por dia.
Em 2015, a descoberta, na costa egípcia, do campo de Zohr, as maiores reservas de gás do Mediterrâneo, estimadas em 30 trilhões de pés cúbicos, suscitou que o Egito poderia ser autossuficiente e, além disso, tornar-se um importante exportador desse combustível.
Mas, nos últimos anos, o país se posicionou como um centro de processamento e exportação, usando terminais egípcios de liquefação para transportar por via marítima gás proveniente de outros países, como o Chipre.
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