A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu nesta segunda-feira (6) à Nicarágua que proteja a vida do comandante sandinista preso Bayardo Arce, ao afirmar que ele enfrenta uma situação grave.

Ex-assessor econômico do presidente Daniel Ortega, Arce foi condenado em janeiro por lavagem de dinheiro, após ser preso em julho de 2025. Opositores exilados afirmam que seu caso faz parte de um expurgo nos círculos de poder dirigido pela copresidente Rosario Murillo com o aval de Ortega, seu marido, para garantir a sucessão.

A CIDH solicitou em comunicado que a Nicarágua tome "as medidas necessárias para proteger o direito à vida, integridade pessoal e saúde" de Arce, 77, e informou sobre a concessão de "medidas cautelares" para ele e sua família. 

Citando representantes de Arce, o órgão afirmou que ele se encontra isolado, sem atendimento médico para "problemas de saúde crônicos", e "em condições de reclusão inadequadas".

No mês passado, após a família denunciar um desaparecimento forçado, o governo sandinista divulgou fotos que mostravam o ex-guerrilheiro durante uma visita familiar, nas quais parecia bastante magro.

As imagens foram divulgadas depois que a família denunciou um desaparecimento forçado.

Arce e Ortega foram companheiros na luta armada contra o ditador Anastasio Somoza, deposto em 1979, com a vitória da revolução sandinista.

Ortega, de 80 anos, governou a Nicarágua na década de 1980. Após passar anos na oposição, ele retornou ao poder em 2007, onde se mantém desde então com diversas eleições questionadas pela comunidade internacional.

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