Comandos dos Estados Unidos percorreram regiões profundas do território iraniano para resgatar um piloto cuja aeronave foi derrubada, informaram meios de comunicação americanos neste domingo (5), horas após o presidente Donald Trump anunciar que o militar havia sido resgatado.
Embora o mandatário tenha dito inicialmente que o militar estava "são e salvo", horas depois declarou que ele estava "gravemente ferido".
Teerã afirmou esta semana que havia derrubado um caça F-15, o primeiro avião de combate americano a cair em território iraniano desde o início da guerra. Washington não confirmou os detalhes de como o caça foi abatido.
Na manhã deste domingo, Trump declarou que o Exército americano havia "realizado uma das Operações de Busca e Resgate mais ousadas da história dos Estados Unidos, para um dos nossos incríveis oficiais de tripulação, que, além disso, é um coronel extremamente respeitado — e sobre quem tenho enorme satisfação em informar que agora está SÃO e SALVO".
Em uma mensagem posterior, descreveu a missão de resgate — assim como outra operação para resgatar o piloto — como "uma demonstração incrível de coragem e talento por parte de todos!".
"Darei uma coletiva de imprensa, com os militares, no Salão Oval, na segunda-feira, às 13h00 (14h00 de Brasília)", escreveu.
Os comandos da Equipe 6 dos Navy SEALs (força de operações especiais da Marinha americana) receberam a missão de resgatar o piloto, enquanto aviões de ataque lançavam bombas e abriam fogo contra comboios iranianos para mantê-los à distância, informou o jornal The New York Times, citando um funcionário não identificado.
Embora ferido, o militar, um oficial de sistemas de armas, conseguia andar e escapou da captura nas montanhas por mais de um dia, segundo o veículo de notícias Axios, que citou um funcionário americano.
O piloto, cuja identidade não foi revelada, estava equipado com uma pistola, um localizador e um dispositivo de comunicações seguras para compartilhar informações com as equipes de resgate, informou o New York Times.
Os comandos americanos que convergiam em direção ao oficial dispararam suas armas para manter as forças iranianas afastadas do local do resgate, acrescentou.
- Operação complexa -
Dois dos aviões destinados a transportar o piloto e seus socorristas para um local seguro ficaram imobilizados em uma base remota no Irã e tiveram que ser destruídos para evitar que caíssem em mãos iranianas, informaram o New York Times e a CBS.
As forças americanas utilizaram então outras três aeronaves de transporte para retirar o militar e seus socorristas do Irã.
O exército iraniano afirmou neste domingo que a operação dos EUA havia usado um aeroporto abandonado na província meridional de Isfahan.
Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando central das Forças Armadas iranianas, declarou que dois aviões de transporte militar americanos C-130 e dois helicópteros Black Hawk foram destruídos.
Segundo relatos, a CIA difundiu uma campanha de desinformação dentro do Irã com a notícia de que as forças americanas estavam retirando o piloto do país por via terrestre.
Em sua publicação inicial de domingo, Trump também confirmou o "bem-sucedido resgate de outro corajoso piloto, ontem", acrescentando que a informação não foi divulgada para evitar colocar em risco a segunda missão de resgate.
A AFP entrou em contato com a Casa Branca para solicitar mais comentários. O Pentágono remeteu a AFP à publicação do presidente republicano nas redes sociais, na qual ele anunciava o resgate.
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