Especialistas da ONU pediram, nesta quinta-feira (2), uma investigação internacional após a morte de três jornalistas libaneses em um ataque israelense, afirmando que Israel não apresentou "provas confiáveis" sobre sua suposta associação a grupos armados.
Israel e o Hezbollah se enfrentam no Líbano desde 2 de março, quando o movimento pró-iraniano entrou na guerra no Oriente Médio lançando foguetes contra o território israelense.
Os três jornalistas, entre eles Ali Shoeib, correspondente do canal Al-Manar, do Hezbollah, morreram em 28 de março em um ataque israelense no sul do país.
Os relatores especiais, embora nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, são especialistas independentes e não se expressam em nome da ONU.
"Denunciamos firmemente o que está se tornando uma prática habitual e perigosa de Israel de mirar e matar jornalistas e, em seguida, alegar, sem apresentar provas credíveis, seu vínculo com grupos armados", indicaram em um comunicado.
Israel também confirmou ter matado Fatima Ftouni, uma jornalista da Al-Mayadeen, um canal próximo ao Hezbollah, e seu irmão, o câmera Mohammed Ftouni, qualificando-o como "terrorista do braço militar do Hezbollah".
Os especialistas consideram que, segundo o direito internacional humanitário, trabalhar como jornalista para um meio de comunicação ligado a um grupo armado não constitui participação direta nas hostilidades.
Pelo menos 259 jornalistas e profissionais da comunicação morreram em ataques de Israel desde 2023, entre eles 210 jornalistas palestinos em Gaza e 14 no Líbano.
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