A Rússia enviará um segundo petroleiro a Cuba, submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (2) o ministro da Energia russo.
"Um navio da Federação Russa atravessou o bloqueio. Agora, um segundo está sendo carregado", declarou o ministro Sergey Tsivilev, citado pela imprensa estatal russa.
O petroleiro russo "Anatoly Kolodkin", com 730.000 barris de petróleo, atracou na terça-feira no porto de Matanzas, ao leste de Havana.
Este foi o primeiro carregamento de petróleo que entrou em Cuba desde 9 de janeiro, quando o México entregou um carregamento após a derrubada de Nicolás Maduro na Venezuela seis dias antes. Até então, Caracas era o principal fornecedor do país.
A ilha enfrenta uma profunda crise energética que provocou apagões frequentes, um drástico racionamento de combustível e a redução do transporte público.
"Não deixaremos os cubanos em apuros", afirmou Tsivilev à imprensa russa, na mesma linha das declarações recentes do Kremlin e do Ministério das Relações Exteriores russo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou pouco antes da chegada do primeiro petroleiro à ilha comunista que o "tema havia sido apresentado de antemão" com Washington.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permitiu a entrega de petróleo russo a Cuba, apesar do embargo.
No domingo, o presidente republicano declarou que não via "nenhum problema" na entrega de petróleo da Rússia a Cuba, depois de impedir a chegada à ilha de petróleo venezuelano e também de outros países como o México, sob a ameaça de implementar tarifas.
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