Ministros conservadores alemães criticaram, nesta quarta-feira(1º), a lei que autoriza o uso regulamentado da cannabis, promulgada pela coalizão de centro-esquerda anterior, e anunciaram sua intenção de "corrigir o rumo".
A lei, que entrou em vigor em 1º de abril de 2024, é "um completo fracasso", afirmou o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, em uma declaração conjunta com outros ministros conservadores, incluindo a da Saúde, Nina Warken, que lamentou o que chamou de "um erro".
O governo do social-democrata Olaf Scholz, cujo mandato terminou em maio de 2025, havia autorizado a posse de cannabis para uso recreativo em quantidades limitadas e facilitado a prescrição da cannabis medicinal.
Atualmente, é permitida a posse de 25 gramas de cannabis seca em espaços públicos, bem como o cultivo de até 50 gramas e três plantas por adulto em casa.
De acordo com um relatório publicado nesta quarta-feira por especialistas de três universidades alemãs, não há evidências de que a legalização parcial tenha levado a um aumento significativo no consumo de cannabis.
No entanto, também observaram uma redução nos recursos destinados à prevenção e ao apoio aos jovens, além de concentrações muito elevadas de THC — o principal componente psicoativo da cannabis — em grande parte da oferta legal.
A ministra da Saúde destacou a "linha tênue" entre a cannabis recreativa e a medicinal, com uma "proliferação de ofertas pouco regulamentadas" online.
"As importações de cannabis para fins medicinais aumentaram mais de seis vezes desde 2023", afirmou o porta-voz do governo, Hannes Böckler, em uma coletiva de imprensa, acrescentando que "a Alemanha é agora o maior mercado legal e comercial de cannabis da Europa".
A ministra da Família, Karin Prien, observou um "declínio acentuado" no número de participantes em programas de prevenção ao vício entre jovens e exigiu uma "correção de rumo".
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