A Rússia assegurou, nesta quarta-feira (1º), que continuará ajudando Cuba, após a chegada, na véspera, de um petroleiro russo à ilha, o primeiro carregamento de petróleo desde que começou, há três meses, um bloqueio petrolífero de fato por parte dos Estados Unidos.

"Cuba é nossa amiga e nosso parceiro mais próximo no Caribe, não temos direito a deixá-la cair e, portanto, nossa ajuda para Cuba vai continuar", declarou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, durante uma coletiva de imprensa.

Zakharova denunciou, ainda, as "pressões e ameaças sem precedentes" que os Estados Unidos exercem sobre Cuba. 

"Sempre ajudamos Cuba, enquanto os Estados Unidos sempre submeteram Cuba a um bloqueio", acrescentou, em alusão ao embargo comercial imposto em 1962, durante a presidência de John F. Kennedy. 

O petroleiro russo Anatoly Kolodkin, com 730.000 barris de petróleo, atracou na terça-feira no porto de Matanzas, ao leste de Havana. 

Trata-se do primeiro carregamento de petróleo que chegou a Cuba desde 9 de janeiro, quando o México entregou um carregamento após a deposição do presidente Nicolás Maduro na Venezuela. A ilha está em uma crise energética profunda, que provocou apagões, um racionamento drástico de combustível e a redução do transporte público. 

A decisão do presidente americano, Donald Trump, de permitir que a Rússia forneça petróleo a Cuba apesar do embargo de fato imposto pelos Estados Unidos desde o começo do ano lhe permite evitar um confronto direto com Moscou.

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