Um promotor sueco indiciou, nesta segunda-feira (30), um homem acusado de proxenetismo com agravante, estupro e agressão sexual, por supostamente ter vendido serviços sexuais de sua esposa a mais de 120 homens.
O acusado, de 62 anos, foi detido no fim de outubro e colocado em prisão preventiva depois que sua esposa o denunciou à polícia no norte da Suécia.
Suspeita-se que ele tenha obtido lucros durante anos a partir das pressões que exercia sobre a esposa "para que realizasse atos sexuais", segundo a acusação.
Ele é suspeito de ter publicado anúncios online, organizado encontros, vigiado e pressionado a mulher para que realizasse atos sexuais na internet, a fim de atrair mais clientes, detalha o documento.
Também é acusado de ter sido violento e de tê-la ameaçado, de ter explorado o medo que ela tinha dele e de se ter aproveitado de sua dependência química. O promotor qualificou estes fatos como uma "exploração impiedosa".
A promotora Ida Annerstedt declarou à AFP em fevereiro que cerca de 120 pessoas suspeitas de terem comprado serviços sexuais haviam sido identificadas.
Além de proxenetismo com agravante, o homem, que negou as acusações, também foi indiciado por oito estupros, um deles com um cliente, quatro tentativas de estupro e quatro agressões.
A mulher foi vítima de "crimes graves", declarou à AFP sua advogada Silvia Ingolfsdottir. "Agora ela espera obter justiça", acrescentou em uma mensagem de texto.
Segundo a emissora pública SVT, o suspeito foi anteriormente membro da organização de motociclistas Hells Angels. Também indicou que o julgamento deverá começar em 13 de abril.
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