A Associação da Imprensa Estrangeira (FPA, na sigla em inglês) condenou neste sábado (28) "comportamentos violentos" de soldados israelenses contra uma equipe de jornalistas da emissora americana CNN na Cisjordânia, bem como sua "detenção arbitrária", após o Exército anunciar sua intenção de abrir uma investigação.

Na quinta-feira, jornalistas da CNN cobriam as consequências de um ataque de colonos e a instalação de um posto avançado perto da vila palestina de Tayasir, no nordeste da Cisjordânia, quando foram abordados por soldados israelenses, conforme relatou a FPA em comunicado.

Embora estivessem "claramente identificados", segundo a associação, os jornalistas e civis palestinos foram ameaçados, com soldados apontando armas e ordenando a interrupção das gravações.

"Um soldado se aproximou por trás do fotojornalista da CNN, agarrou-o pelo pescoço, o jogou no chão e danificou seu equipamento", denunciou a FPA.

"A equipe, junto com outros palestinos presentes, foi posteriormente detida por cerca de duas horas, sendo deliberadamente impedida de realizar seu trabalho", acrescentou a associação, que também ressaltou que toda a cena foi registrada.

"O comportamento [...] dos soldados neste incidente não representa o Exército israelense, vai contra o que se espera de seus membros e será objeto de uma investigação", declarou na rede social X o porta-voz internacional do Exército, o tenente-coronel Nadav Shoshani.

Após receber o relato, "atuamos para resolver a situação o mais rapidamente possível", acrescentou, afirmando que o Exército fez um "pedido de desculpas em particular" e deseja garantir o respeito à liberdade de imprensa.

A FPA, que representa centenas de jornalistas que cobrem Israel e os Territórios Palestinos para veículos estrangeiros, informou que apresentou uma denúncia.

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