O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou neste sábado (28) o apoio à candidatura da ex-presidente chilena de esquerda Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, apesar da retirada do respaldo do atual governo de extrema direita do Chile. 

A ex-chefe de Estado (2006-2010 e 2014-2018) foi indicada oficialmente em fevereiro pelo governo do presidente chileno Gabriel Boric (2022-2026), ao lado do México e do Brasil, para suceder o português António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro.

"O Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU", escreveu Lula na rede social X.

"Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização, promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional", acrescentou.

Na quarta-feira, a presidente de esquerda do México, Claudia Sheinbaum, também reafirmou seu apoio a Bachelet.

"Consideramos que Bachelet é uma pessoa ideal para dirigir as Nações Unidas. E da nossa parte vamos continuar apoiando", declarou em entrevista coletiva.

Um dia antes, o governo chileno retirou oficialmente seu apoio. O novo presidente de extrema direita do país, José Antonio Kast, declarou à imprensa que apoiar a candidatura da ex-presidente teria um "custo importante" para o Chile, sem anunciar mais detalhes.

Em 80 anos, nenhuma mulher ocupou a secretaria geral do organismo mundial e apenas uma vez o cargo foi atribuído à América Latina: o diplomata peruano Javier Pérez de Cuéllar, entre 1982 e 1991. 

Segundo uma prática não oficial, e que nem sempre é cumprida, a secretaria geral é definida em um sistema de rodízio entre as regiões. Desta vez, o cargo estaria reservado à América Latina.

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