Vinte e dois migrantes morreram na costa da Grécia após seis dias de travessia em uma embarcação inflável, relataram alguns sobreviventes à Guarda Costeira do país europeu neste sábado. 

O número de vítimas na rota do Mediterrâneo disparou neste ano, com mais de 600 mortos ou desaparecidos, segundo dados de 23 de fevereiro da Organização Internacional para as Migrações, o maior balanço desde 2014. 

Um navio da agência europeia de controle de fronteiras Frontex resgatou, perto de Creta, 26 pessoas na noite de sexta-feira, informou a Guarda Costeira grega.

Os sobreviventes relataram que 22 pessoas morreram e que os corpos foram lançados ao mar. 

Segundo as declarações dos resgatados, a embarcação precária zarpou em 21 de março de Tobruk, cidade do leste da Líbia, em direção à Grécia, porta de entrada para muitos migrantes que buscam asilo na União Europeia.

"Durante o trajeto, os migrantes se desorientaram e permaneceram no mar durante seis dias sem comida nem água", destacou a Guarda Costeira.

Os corpos dos falecidos "foram jogados ao mar por ordem de um dos traficantes", acrescentou. 

As autoridades gregas prenderam dois homens do Sudão do Sul, de 19 e 22 anos, apontados como os traficantes.

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