O secretário-geral da ONU, António Guterres, iniciou negociações para garantir a passagem de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio, anunciou seu porta-voz nesta sexta-feira (27). 

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), até 30% do comércio internacional de fertilizantes passa pelo Estreito de Ormuz. 

O porta-voz Stéphane Dujarric afirmou que Guterres criou um "grupo de trabalho específico" para "desenvolver e propor mecanismos técnicos" que "facilitem o comércio de fertilizantes" e seu trânsito pelo Estreito de Ormuz. 

Para isso, o secretário-geral da ONU se reuniu nos últimos dias com representantes do Irã, Estados Unidos, Paquistão, Egito e Bahrein, acrescentou. 

"As interrupções no comércio marítimo no Estreito de Ormuz correm o risco de desencadear um efeito dominó que impactará as necessidades humanitárias e a produção agrícola nos próximos meses", disse Dujarric a jornalistas. "É necessária uma ação imediata para mitigar essas consequências." 

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, afirmou na quinta-feira que, se a guerra se prolongar por mais uma ou duas semanas, os mercados poderão "absorver" o impacto. 

Já "em um cenário de médio prazo com um bloqueio de três meses, todos os agricultores do mundo serão afetados", alertou, prevendo, nesse caso, uma queda nas colheitas de trigo, arroz e milho.

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