O Banco da Espanha alertou, nesta sexta-feira (27), que a guerra no Oriente Médio pode causar uma "desaceleração significativa" na economia espanhola, uma das mais dinâmicas da Europa. 

"O cenário central prevê uma desaceleração significativa no ritmo de expansão econômica, que será condicionada por um contexto internacional marcado pelo conflito", afirmou o Banco da Espanha em seu relatório. 

No entanto, a previsão para 2026 é um décimo de ponto percentual superior aos 2,2% previstos em dezembro, graças ao crescimento "elevado" contínuo no primeiro trimestre, "entre 0,5% e 0,6%", segundo a instituição monetária sediada em Madri. 

Mas o Banco da Espanha revisou para baixo sua previsão para 2027, de 1,9% para 1,7%. 

A Espanha, quarta maior economia da zona do euro, registrou crescimento de 2,8% em 2025, confirmando seu dinamismo. 

A guerra que começou em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã "elevou os preços das commodities energéticas, em meio à grande incerteza sobre sua duração e o alcance final de seus efeitos econômicos", afirmou o relatório. 

"O ataque ao Irã também pode interromper a tendência de moderação da inflação global", continuou. 

Na Espanha, o aumento dos preços pode chegar a 3% este ano, segundo o Banco Central, em comparação com os 2,1% previstos anteriormente, devido ao aumento dos custos de energia nas últimas semanas.

Para mitigar o impacto econômico da guerra, o Parlamento espanhol aprovou na quinta-feira um pacote anticrise de 5 bilhões de euros (R$ 30 bilhões) proposto pelo governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, que inclui uma "redução drástica" nos impostos sobre energia. 

"Na última semana, os preços dos combustíveis caíram devido à implementação das medidas fiscais, embora continuem sofrendo pressão dos preços internacionais", afirmou o Ministério da Economia espanhol nesta sexta-feira.

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