O Parlamento Europeu deu, nesta quinta-feira (26), mais um passo rumo à proibição de programas de inteligência artificial na UE que permitam a "nudez" de pessoas sem o seu consentimento, uma medida apoiada pelos Estados-membros. 

A medida foi incluída em um texto aprovado por uma esmagadora maioria (569 votos a favor e 45 contra) durante uma sessão plenária em Bruxelas. 

Segundo um comunicado do Parlamento, a medida visa proibir "sistemas de nudez que utilizam IA para criar ou manipular imagens sexualmente explícitas ou íntimas que se assemelham a uma pessoa real identificável sem o seu consentimento". 

Sistemas de IA que possuam "medidas de segurança eficazes" para prevenir estas práticas não serão afetados. 

Os Estados-membros da UE também aprovaram uma medida semelhante este mês. Agora, terão de negociar com o Parlamento para chegar a um consenso sobre a redação da medida antes que esta possa ser implementada. 

Essas iniciativas surgiram após a introdução, há alguns meses, de uma funcionalidade no Grok, o assistente de inteligência artificial de Elon Musk, que permite aos usuários criar imagens hiper-realistas (ou deepfakes) de mulheres e crianças nuas a partir de fotos reais. 

Este caso gerou considerável controvérsia em diversos países e levou a uma investigação da UE. 

No mesmo documento, o Parlamento também aprovou o adiamento de novas regulamentações europeias sobre sistemas de inteligência artificial de alto risco — ou seja, aqueles que operam em áreas sensíveis como segurança, saúde ou direitos fundamentais. 

Essas regulamentações deveriam entrar em vigor em agosto de 2026. 

Assim como os Estados-membros, os eurodeputados propuseram datas fixas para este adiamento: 2 de dezembro de 2027 para sistemas autônomos de alto risco e 2 de agosto de 2028 para aqueles integrados em outros programas ou produtos.

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