O número de mortos em um bombardeio ocorrido na sexta-feira contra um hospital no Sudão, país em guerra desde 2023, subiu de 64 para 70, informou nesta terça-feira (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O ataque ao Hospital Universitário de El Daein, na capital do estado de Darfur Oriental, também deixou 146 feridos, segundo a OMS, que acrescentou que a unidade deixou de funcionar.
Hala Khudari, representante adjunta da OMS no Sudão, classificou o bombardeio como um "ataque atroz" e afirmou que se trata de uma ofensiva contra "os profissionais de saúde que arriscam suas vidas para salvar outras e contra a própria possibilidade de sobrevivência".
Segundo ela, entre os mortos há sete mulheres e 13 crianças, além de um médico e duas enfermeiras.
O hospital atendia como unidade de referência para mais de dois milhões de pessoas da cidade de El Daein e de nove localidades do estado de Darfur Oriental, e agora a população terá que percorrer 160 quilômetros até o hospital mais próximo.
A guerra civil no Sudão entre o Exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FAR) começou em abril de 2023. Desde então, deixou dezenas de milhares de mortos e 11 milhões de deslocados.
Uma ONG sudanesa com sede na capital, Cartum, atribuiu o ataque ao Exército sudanês. A AFP não pôde verificar a afirmação de forma independente.
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