Robert Mueller, ex-diretor do FBI que, como procurador especial, liderou uma explosiva investigação eleitoral contra Donald Trump, morreu neste sábado (21) aos 81 anos.
Meios de comunicação americanos informaram que Mueller faleceu na noite de sexta-feira, citando um comunicado da família, sem especificar a causa nem o local.
Em sua rede Truth Social, Trump reagiu: "Robert Mueller acaba de morrer. Bem, fico feliz que esteja morto. Já não pode ferir pessoas inocentes!".
Mueller esteve à frente do FBI durante 12 anos. Depois, foi designado procurador especial do Departamento de Justiça para conduzir a investigação, entre 2017 e 2019, que deveria determinar se a campanha presidencial de Trump conspirou com a Rússia para garantir sua eleição.
Em 2019, após dois anos, Mueller depôs perante o Congresso sobre a investigação, que Trump classificou em várias ocasiões como uma "caça às bruxas".
A investigação começou depois que Trump demitiu o então diretor do FBI, James Comey.
O ex-chefe da polícia federal afirmou que seu relatório não exonerava Trump, mas, em grande parte, evitou responder às perguntas dos legisladores, tanto democratas quanto republicanos, remetendo repetidamente apenas aos resultados da investigação.
Sua carreira como funcionário público se estendeu por quatro décadas, durante as quais trabalhou tanto para presidentes democratas quanto republicanos.
Mueller, um veterano do Vietnã ferido em combate e graduado pela Universidade de Princeton, atuou como promotor em São Francisco e Boston. Conduziu casos que iam desde homicídios e crime organizado até fraudes bancárias e ataques terroristas.
Dois de seus processos mais notórios tiveram como protagonistas o mafioso nova-iorquino John Gotti e o general Manuel Noriega, do Panamá.
Após se aposentar em 2013, trabalhou em um escritório privado em Washington.
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