A princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, afirmou que foi "manipulada e enganada" por Jeffrey Epstein, durante uma entrevista divulgada nesta sexta-feira (29), na qual explica sua relação com o criminoso sexual americano.
A publicação de milhares de arquvios sobre o caso Epstein nos Estados Unidos no fim de janeiro revelou uma correspondência constante e, em muitos momentos, de tom íntimo entre 2011 e 2014 entre a princesa e o financista, que morreu na prisão em 2019.
Somadas a outros escândalos, as revelações mancharam a imagem da família real: várias pesquisas mostram que a maioria dos noruegueses se opõe atualmente a que Mette-Marit ascenda algum dia ao trono ao lado do príncipe herdeiro Haakon.
"É claro que eu gostaria de nunca tê-lo conhecido", disse Mette-Marit durante a entrevista de quase 20 minutos com a emissora pública NRK.
"É extremamente importante reconhecer que não investiguei o passado dele com mais cuidado e também reconhecer que fui tão manipulada e enganada", afirmou.
Mette-Marit tentou acabar com as especulações sobre a natureza de sua relação com Epstein.
"Era uma relação de amizade: acima de tudo, ele era um amigo para mim. Mas se a sua pergunta é se a relação tinha outra natureza, a resposta é não", concluiu.
Segundo as mensagens divulgadas pela imprensa norueguesa, ela escreveu a Epstein em 2011 que o havia "pesquisado no Google".
Epstein já havia sido condenado em 2008 a pouco mais de um ano de prisão por solicitar os serviços sexuais de uma menor de idade.
Em janeiro de 2013, Mette-Marit também se hospedou com uma amiga na casa do financista em Palm Beach, na Flórida, por quatro dias.
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