A Argentina publicou nesta quinta-feira quase 500 páginas de documentos oficiais do Serviço de Inteligência do Estado (Side) que correspondem ao período de 1973 a 1983, que inclui os mais de sete anos da última e mais sangrenta ditadura no país sul-americano.

Os documentos foram publicados no site oficial do Estado e contêm desde a lista de compras dos escritórios do órgão de inteligência até o registro de conformação de departamentos dedicados a espionar universidades, sindicatos, empresas e organizações políticas e sociais.

"A iniciativa se integra a uma política orientada a fortalecer a institucionalidade do Sistema de Inteligência Nacional e seu vínculo responsável com a sociedade", publicou o Side no X.

Nesta primeira fase, publicou-se "um conjunto de 26 documentos oficiais, distribuídos em 492 páginas", além de um guia sobre a desclassificação dos documentos, para facilitar a sua leitura.

A divulgação dos arquivos acontece a cinco dias do 50º aniversário do golpe de Estado que instaurou o último governo militar no país.

A Argentina julgou centenas de pessoas implicadas em crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura, principalmente ex-militares e ex-policiais, mas também civis.

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